Anchieta Guerra - 23 de Novembro de 2016 - (1123 já leram)

UMA CENA FORA DO PALCO! Por Anchieta Guerra

As manifestações artísticas por suas excelências exigem e precisam possuir seus espaços convenientes e adequados, para que seus trabalhos sejam primorosos e qualificado no final e na conclusão de suas artes. Assim, para que, de cada seguimento artístico manifestado, surja uma obra expressiva, é necessário ou preciso que se tenha uma estrutura que facilite o aparecimento dessa arte. Desse modo, o artista que interpreta seus personagens, necessita da “sua casa”; do seu “ninho”; do seu “espaço”! Vejo, portanto, urgentemente, a necessidade da conclusa do Teatro da “Pelota”, para que os artistas Patoenses e sertanejos possam desenvolver seus potenciais e, consequentemente, suas artes cênicas!

Ilustrei com uma sextilha, abaixo.

SEXTILHA


Eu vinha passando na rua
Quando de repente surgiu 
Uma arruaça tamanha 
Que nos meus ouvidos zuniu
Era Joaquim de Crizaldo
Brigando com João de Biliu!

Os homens se degradavam
Como se fossem dois cão 
Foram rolando atracados 
Se debatendo no chão
Pareciam dois cangaceiros 
Do bando de Lampião!

Rolavam por cima da grama 
Feito jumento espojado 
Pulavam de salto no ar 
Feito macaco zangado 
Pareciam que traziam consigo 
O “cão no couro” pegado!

Apareceu, então, nessa hora 
Totão de Zé de Mané 
Cabra valente e sisudo 
Que tinha cinquenta de pé 
Para apartar com a briga
Na base da “canga de pé”!

Dai por diante ferveu
Ficando à coisa assanhada 
Foi faca, foice e cassete 
Punhal, tesoura e enxada 
Ficando os três estirados 
Caídos no meio da estrada!

O “palco” da cena é real 
Mas, eis que veio o relato 
Estavam os atores na rua
Por não existir O “ESPAÇO
Apelavam, portanto, com isso:
Pela conclusão do TEATRO! 


Patos, 22/11/2016
Anchieta Guerra  
     

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