Ricardo Souza - 25 de Abril de 2017 - (10557 já leram)

Homenagem: O “Cocadeiro de Patos”. Por Anchieta Guerra

Este texto foi escrito pelo colunista Anchieta Guerra em fevereiro de 2015, em homenagem a Antonio Simões “O Cocadeiro de Patos”, vítima de suicídio nesta segunda-feira (24/04/17).

Antonio Simões de Lucena, nascido em 15 de Junho de 1955, originário do sítio Recanto, em São José de Espinharas, PB. Migrou para Patos em 1992.

Hoje, divorciado, pai de seis filhos, todos estudando e prosperando na vida, como exemplo de um deles que enfileirou na carreira de Bombeiro, em Patos, Pb.

De uma simplicidade espantosa ganha à vida vendendo “cocada”, pois, conforme ele próprio diz: “criei meus filhos com esse ramo”.  O orgulho com que ostenta essa frase o enche de lágrimas nos olhos. É o reconhecimento da dignidade que carrega consigo dentro do peito. É o fruto de uma labuta diária onde o mérito tem um único propósito: sobreviver de maneira digna e honesta, para que o exemplo sirva de trapézio norteador para os seus filhos.

Presto-lhe essa pequena homenagem, para que saiba o quanto agradecemos por saber que ainda podemos dispor de pessoas do seu tipo; da sua estirpe, demonstrando com suas atitudes um exemplo de valor humano muito raro hoje em dia. Parabéns, pois, a cidade de Patos vai continuar lhe abraçando e lhe acolhendo, como forma de reconhecimento da sua humildade.

Você é um valoroso exemplo de vida, luta e de vitória. Avante!

O COCADEIRO DE PATOS

Nasci no sítio Recanto
Nas bandas de São José
Sou homem de muita luta
Abraçando a minha fé
Sou persistente na vida
Para o que der e vier!

Minha cocada é gostosa
Por isso vivo a cantar:
É de coco com açúcar
Deguste para provar
Se não gostar me desculpe
Mas, não precisa pagar!

Vou seguindo pela vida
No dia a dia a lutar
Vendendo minha mistura
Com agrado do lugar
Minha cocada é de coco
Experimente pra comprar

Aproveito a oportunidade
Para poder lhes dizer:
O povo de Patos é bom
Eu só tenho a agradecer
Na vida vendo cocada
E, meu grande amor é você!

Essa terra é minha vida
Já comprei o Alvará
Por isso, não tenho vontade
Dessa terra me mudar
Já tomei a decisão:
É aqui que vou ficar!

Para lhes dizer a verdade
E, o tema completar
Dessa terra tenho orgulho
Saudando o povo que há
Vou escrever no meu peito:
Para sempre irei te amar!
 

Anchieta Guerra / Feveriro de 2015

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