Misael Nóbrega - 24 de Agosto de 2016 - (1002 já leram)

AS MÁSCARAS. (por Misael Nóbrega de Sousa)

Quando se desconstrói a realidade, afloram os tipos... - Que dão aparência aos personagens. Com isso, surge, também, um agravante: - A quem punir pelos erros? A verdade passa, então, a ter um papel imprescindível, nesse recorte. Ela é imutável. Mesmo assim, buscamos a sustentação da mentira. Dissimuladamente, tentamos enganar a nós mesmos. Mas, não encontramos precedentes que apoiem o distúrbio. Apenas a compaixão pode intervir. Passamos a ser obrigados a resolver ser quem somos. Os personagens são pérfidos. Muitos se utilizam da estereotipia por não terem a coragem do enfrentamento. Mas, essa defesa é também uma demonstração de fraqueza. Ao final do simulacro, vem o encontro consigo mesmo... - Como uma prestação de contas. E como prova da banalidade existencial, temos a destruição gradativa de nosso caráter. Pode parecer um contra-senso, mas não a formação. O interessante é que não há como evitar que esse processo de degradação se materialize. Ninguém consegue ser quem é. E tudo é uma mentira. Ao nascermos, uma moléstia se instala em nós como um sinal para toda a vida (marca da ruína interior), para reforçar esse padecimento moral.

Misael Nóbrega - Professor e jornalista

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