Zenilda Lua - 3 de Novembro de 2016 - (1785 já leram)

Dois de Novembro, dia dos Vivos!

Quando  o essencial manifesta-se  com disposição fraterna eu  cuido das flores de cor alegre que comprei pra sala.

Arejo o quarto que o Poeta  gostava e escuto  as músicas que nos fazia rir.

Ligo para a minha mãe, para os irmãos, para a sogra e para algumas amigas silenciosas que outrora, insistiam em dizer que alguns momentos ganhavam consistência de bons sonhos, quando estávamos juntas.

Ressaltei  a todos o quanto sou feliz por tê-los em minha lembrança, em minha vida e  amor diário.

Essa pausa de trabalho no meio da semana nos mostra que é bom viver em estado de gratidão. Assim Deus acontece todo dia.

Que tenhamos mais dias de folga e folguedos para ficarmos com os nossos amores.

Que possamos regar as sementes solidárias da permanência e oferecer flores para os que nos cercam de cuidados, nos acolhe, nos surpreende e querem  o nosso bem.

Que a religiosidade não se instale no nosso coração permitindo os lampejos da confusão nem a marcha pelas veredas enganosas de morte.

Que ao  invés de palavras repetidas exaustivamente para nossos mortos e, potes de rosas deixados sobre túmulos tristes possamos oferecer abraços apertados para nossos vivos, frases de ternura, cantigas de infância, suco natural com pão-de-ló e boas risadas.

Lembrá-los que ainda é primavera, que para o amor nosso coração nunca estará desprevenido e, saudade sem remorso e sem dor ,é como ver arco-íris no céu, por uma janela que canta. (zenilda lua – 02/11/2016)
 

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