Genival Jnior - 8 de Maro de 2016 - (1149 j leram)

DINHEIRO E INTELIGNCIA: ALIADOS OU ADVERSRIOS?

É comum as pessoas dizerem umas as outras. Ah! Política só se ganha com dinheiro, ou mesmo: se não tiver dinheiro, não ganha, se referindo à necessidade do candidato e dos partidos possuírem recursos financeiros para disputar as eleições. Em 2016, teremos eleições municipais, pleito que curiosamente apresenta em municípios pequenos, o perfil de eleições caras, onde o voto se torna um verdadeiro leilão, sem nenhum critério de responsabilidade.

Necessariamente, a falta de educação política ou a politização do povo é a razão principal da prática da corrupção por parte do eleitor, que por se transformar em mercadoria, incentiva os candidatos a gastarem o que tem e prometerem o que não tem para chegar lá.

Porém, em meio a isso tudo cabe uma pergunta: Tem vaga para todo mundo? Em resposta afirmo categoricamente, NÃO. E a matemática é muito simples. Para vereador, por exemplo, serão apenas 17 vagas em Patos, para mais de 200 candidatos, com pelo menos 100 deles possuindo boa estrutura financeira.

Dentre os 100, cerca de 50 gastarão altas quantias, mas apenas 17 chegarão lá, pois há um limite de vagas. E então, o que acontecerá com os outros 83 derrotados? De fato, alguns terão espaço no governo seguinte, seja ela quem for, mas outros gastarão e ficarão no prejuízo, pois o investimento será em vão.

É exatamente nessa hora que o dinheiro sai da condição de aliado para adversário, pois quando se investe altas quantias e “quebra a cara”, o buraco não tem como não acontecer, causando um desequilíbrio completo na vida de pessoas, que esgotam seus recursos pessoais ou doados por parceiros e perdem o prestígio político e social com os fracassos.

Patos tem segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística-IBGE, cerca de 75% da população alfabetizada, mas ainda pouco madura politicamente. Nesse contexto, cerca de 30% das vagas no legislativo patoense vem de movimentos populares, o que caracteriza campanhas baratas e com pouco investimento.

Com isso, além do dinheiro, devemos salientar que há em uma campanha política, diversos fatores capazes de conquistar um voto. O primeiro deles é a inteligência, elemento capaz de planejar as demais ações. Depois dela, podemos elencar: Apoio de grupos de trabalho, um nome politicamente bom de se trabalhar, com baixa rejeição; apresentação de boas propostas na campanha; identificação de setores (Públicos) a serem trabalhados; dedicação e bom discurso, abordando a realidade do município; unidade da base política do candidato (Família e entidades vinculadas); conhecimento científico do pleito; entre outros.

Com tudo isso junto, aliado ao desgaste dos candidatos que vão se digladiarem na disputa por vaga em campanhas caras, redunda nas surpresas que são mostradas a cada pleito. Tipo: candidatos que investem muito e ficam fora e candidatos que se elegem investindo pouco.

Do mesmo jeito acontece numa eleição municipal, onde pelo menos duas ou mais candidaturas investem alto para as eleições e apenas um será eleito. É como um Barcelona e Real Madrid no futebol, onde os dois lados investem alto, mas apenas um levantará o caneco.

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