- 22 de Janeiro de 2014 - (2401 já leram)

POPULARIDADE X TRABALHO X PIRÃO. Quem leva a melhor?

Estamos perto de saber quais os reais postulantes ao Palácio da Redenção nas eleições de outubro, mas até agora, temos além dos candidatos chamados nanicos, que certamente aparecerão na campanha, apenas as indicações do Governador Ricardo Coutinho, do ex-prefeito de Campina Grande, Veneziano Vital do Rego e as dúvidas, sobre quem será ou não candidato pelo blocão, formado pelo PT; PSC e PP, e qual o caminho a ser tomado pelo PEN, em um dos lados da oposição e a mais badalada delas, que é a candidatura ou não do senador Cássio Cunha Lima, que ainda não se pronunciou oficialmente.

Mesmo sem nenhuma candidatura registrada, certo mesmo até agora só as candidaturas de Ricardo e Vené, e o resto apenas especulação. Parece curioso, mais se cada um tivesse de dar um cartão de apresentação ao povo, pelo histórico político de suas legendas no estado, Cássio diria: Oi meu nome é popularidade. Sob a mesma ótica, Veneziano diria: Oi meu nome é trabalho. E Ricardo Coutinho diria: Oi, meu nome é pirão.

E por que afirmo isso: Com todo respeito ao contraditório, pois estamos num regime democrático, acredito que nenhum aditivo político do senador Cássio é tão substancial a ele quanto a sua popularidade, algo que teoricamente alcança índices mais altos que seus concorrentes diretos. Um exemplo disso, são as eleições de 2010, quando conseguiu mais de 1 milhão e 4 mil votos para o senado, votação mais alta que a dos candidatos ao governo do estado. Mas e o Pirão?

Veneziano, tem a seu favor, além da projeção política dada pelos dois mandatos em Campina Grande, a estrutura do PMDB, partido composto em quase todos os municípios do Estado. Porém, pode mostrar infinitamente um histórico de trabalho executado por seu partido em suas passagens pelo governo, quando o ex-governador José Maranhão executou grandes obras, como a duplicação da BR-230 entre João Pessoa e Campina Grande, a adutora Coremas/Sabuji no sertão e o Hospital de Trauma de Campina Grande, entre outras realizações. Mas e o pirão?

Já Ricardo Coutinho tem pouco mais de três anos de governo e algumas obras importantes na área de infraestrutura já realizadas, sobredutos em relação a malha rodoviária. Porém, com o direito de ser contrariado por você, amigo leitor, acredito que o principal trunfo de Ricardo para as eleições é o bolso abarrotado de recursos, através da arrecadação de impostos e a realização de programas sociais.

Isso por que nunca a Paraíba arrecadou tanto em impostos quanto no governo Ricardo Coutinho, que tem desenvolvido pactos sociais para execução de programas com alcance aos municípios do interior.

Surgem então as tradicionais perguntas: Quem vai bancar a campanha de Cássio? Será Aécio? E quem vai bancar a campanha de Aécio? Será que dá para desviar recursos de São Paulo para a Paraíba, quando se configura uma campanha acirrada como deve ser a de São Paulo? E Pedro Cunha Lima. Sendo candidato sem o apoio do governo, tem eleição garantida? Cássio bancará sua própria campanha, ou os aliados dele bancarão? E quem bancará a campanha dos aliados de Cássio que estão todos desesperados por dinheiro para enfrentar a feroz concorrência das urnas? Cássio na oposição tem a mesma força que tem estando no governo? 

Dizem até que Cássio deve acertar apoio com o PT, para ter o apoio das prefeituras de João Pessoa e Campina Grande, sob o pretexto de que a Dilma só interessa eleger deputados federais e senadores, nos estados menores como a Paraíba. Será? E o PMDB, como fica? Vai aceitar o PT subir no palanque do PSDB na Paraíba? Vai rifar o nome de Veneziano para dar apoio a Cássio? Quem vai bancar a campanha de Veneziano? Dilma cederia as pressões do PMDB da Paraíba? A estratégia do PT seria correta se saísse com Cássio? E o blocão, para onde iria? Para Veneziano ou Ricardo?

Já Ricardo tentaria por sua vez, convencer a Paraíba de que seu projeto merece ter continuidade, tentando coptar apoio de candidatos e prefeitos através de uma teórica estrutura econômica mais forte, que o permitiria manter vínculos e gerar benefícios que seus concorrentes não poderiam por estarem fora do governo.

Caso consiga, o que pode haver é um esvaziamento nas bases políticas de Cássio e de Vené, e nos demais partidos, que veriam aliados históricos dos dois se renderem a força do pirão. Vale deixar claro que isso poderia não acontecer, uma vez que os acordos seriam sentidos na pele pelos políticos na manifestação da opinião pública e na variação do crescimento das candidaturas, na pré-campanha e no período oficial da campanha.

Como podemos ver, são muitas perguntas pelo menos até agora sem resposta. Por isso, acredito que o caminho das candidaturas da Paraíba poderão se definir não só pela vontade dos partidos, mas pela possibilidade financeira de executar os sonhos traçados sobre o travesseiro e perante os palanques armados nos principais centros urbanos e em todas as regiões do estado. Certo mesmo, é que a hora da verdade, vai chegar!

Genival Júnior

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