Genival Jnior - 15 de Maio de 2014 - (2099 j leram)

Eu acredito em pesquisa. E voc?; Por Genival Jnior

Ao contrrio do que muita gente pensa, pesquisa no adivinhao, ou muito menos a arte da picaretagem, a no ser para aqueles que querem ganhar o trofu dos mentirosos. Para estes, basta um trabalho mal executado, que chega a fama de um pseudo profissional que trabalha para agradar o patro e prejudicar sua prpria credibilidade.

Nenhuma pesquisa sria deixa de levar em considerao critrios cientficos, a exemplo do conhecimento tcnico da diviso do universo pesquisado por sexo, faixa etria, classe social e da rea geogrfica a ser trabalhada, pois ao contrrio do que alguns ignorantes no assunto pensam, pesquisa de opinio pblica quando requer o trabalho de campo no pode ser feita sem sair de casa.

Infelizmente, muitos polticos ao contratarem as empresas de opinio pblica, ainda alimentam a cultura de no gostar da realidade, tentando enganar a si mesmo para no acreditar em uma avaliao bem trabalhada e que quando considerada, retrata perspectivas de mudana em seu projeto, visando alcanar resultados positivos ao final.

Diferente do conceito errnio que se pratica por a, uma pesquisa no s respeita a margem de erro, mas tambm o entendimento de que o resultado representa a realidade daquele momento, no incluindo o efeito de fatos posteriores ao trabalho, que s podero ser sentidos quando nos resultados de uma avaliao futura.

Um exemplo claro, so as pesquisas para presidente da Repblica aps o perodo da redemocratizao. Tivemos eleies em 1989, 1994, 1998, 2002, 2006 e 2010, e em nenhuma ocasio, os institutos erraram em suas previses no concernente ao resultado apontado nas urnas, tanto em nvel de primeiro, quanto em nvel de segundo turno.

No entanto, tivemos erros grotescos de avaliao tcnica, como nas eleies 2010 na Paraba, em que uma pesquisa divulgada em 17/09 apontava vitria de Jos Maranho com 17 pontos de maioria, vantagem que representava mais de 468 mil votos e acabou perdendo no primeiro turno com mais oito mil e mais de 148 mil no segundo turno.

Cabe uma reflexo: Como uma vantagem to grande evaporou faltando menos de 20 dias para as eleies?

Em resposta afirmo que a vantagem no desapareceu, ela simplesmente no existia e a pesquisa estava tecnicamente errada.

Como cidado esclarecido que sou, no aceito outro cidado tambm esclarecido dizer que no acredita em pesquisa, mas aceito dizer que no devemos acreditar em empresas que trabalham para mascarar a realidade, por conta de interesses de grupos dominantes ou de quem quer que seja.

A verdade acima de tudo, em respeito a inteligncia e o esclarecimento da populao brasileira, paraibana e patoense, que cobram com todo o direito, mais compromisso social dos que fazem a opinio pblica.

Genival Jnior-Jornalista e diretor do Instituto Patoense de Pesquisa e Estatstica-INPPE.

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