Genival júnior - 29 de Março de 2015 - (1462 já leram)

Fim das coligações. Como sobreviver a Reforma Política?

A Reforma política começa a mostrar as suas caras com a aprovação por parte do senado da mudança na estrutura das eleições proporcionais para a escolha de deputados federais, estaduais, distritais e vereadores, extinguindo as coligações partidárias.

A mudança começa a agitar os mais de 30 partidos já existentes no País, que terão até setembro deste ano para sobreviver e formar um grupo de candidatos capaz de garantir representatividade nas casas legislativas a partir de 2017, caso a proposta venha a ser regulamentada já para 2016.

O efeito imediato do fim das coligações é clássico. Isso por que a junção de dois ou mais partidos, era na prática um empréstimo de forças, ou que se traduza, votos, para que partidos de ideologias próximas ou comungantes do mesmo projeto tivessem chances de alcançar seus objetivos.

Agora, muda tudo, isso por que será necessário ter um grupo capaz de comungar das mesmas ideias e não mais várias legendas que comunguem do mesmo projeto como antes. Isso na prática, é uma martelada quase mortal nos partidos pequenos, muitos destes utilizados apenas como legenda de aluguel a cada eleição.

Pelo que parece, parlamentares que se candidatavam de modo isolado por seus partidos, terão vida difícil para encontrar legendas, uma vez que candidatos de médio porte não irão para onde ele está alocado para fazer o que tradicionalmente chamamos de "SERVIR DE ESCADA".

Acredito piamente que o objetivo do atual Congresso é limpar a pauta política do Brasil, por conta da poluição que vem manchando a democracia do País, que é o número exorbitante de legendas que apenas servem para interesses individuais e não sociais.

Para 2016, partido que tem um ou dois vereadores por exemplo, terá dificuldade de encontrar nomes disponíveis para concorrer com quem já está no mandato e goza dos privilégios, como comandar a legenda e Passar a perna nos outros.

Por outro lado, estes mesmos tentarão mudar de agremiação, mas terão suas trajetórias analisadas pelos partidos receptores, a quem caberá o poder de conceder ou não a legenda no pleito.

Enfim, 2016 e 2018, poderão ser eleições com um efeito de compreensão diferente no eleitor, que poderá ver menos candidatos do que se imaginava e uma eleição menos poluída no campo das ideias e na identificação dos postulantes ao voto.


Genival Júnior....

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