Lúcio Cézar - 16 de Dezembro de 2016 - (1675 já leram)

Problemas de infraestrutura e atraso de pagamentos à funcionários marcam fim de gestão municipal em São José de Espinharas

A prefeita interina Socorro Santos, completa setenta dias de administração da cidade de São José de Espinharas, sendo diplomada na noite desta quinta-feira como vereadora, eleita nas últimas eleições municipais. Infelizmente para a “vereadora-prefeita” e a decepção da população, ela não teve tempo de fazer seu próprio governo e o jeito foi dar continuação a administração desastrosa do ex-prefeito Renê Caroca.

Funcionários de prefeitura reclamam da atual administração em relação ao atraso nos pagamentos de funcionários, como dois terços de férias, referentes a 2015 e 2016. Isso tem causado revolta na maioria da população que vive de suas rendas trabalhistas.

‘‘ Ela diz que não pagou ainda porque a prefeitura não tem dinheiro, mas ficamos sabendo que o município recebeu cerca de R$ 1.500.000,00 em novembro, R$ 400.000,00 foi só do repatriamento além dos valores do FPM que entram normalmente. Tivemos que entrar na justiça para bloquear o dinheiro dos precatórios do FUNDEF, como garantia que ela não destinasse para outros fins. Como ela diz que não tem dinheiro e a prefeitura abre uma licitação no dia 10 de Outubro para material de construção no valor de R$ 29.288,17, no dia 21 de Outubro para locação de veículos no valor de R$ 148.050,00, dentre outras licitações que foi aberta. Isso não pode continuar assim, nós trabalhamos, não queremos nada que não é nosso.’’ Desabafou uma professora indignada.

Apesar de pouco tempo no governo, a atual prefeita já tem pior índice de rejeição da população, segundo opinião de alguns especialistas políticos.

A população espinharense vem sofrendo com a má administração de vários prefeitos a muito tempo, como se já não bastasse os escândalos de corrupção do ex-prefeito Renê, agora Socorro dá continuação a sua gestão desastrosa.

Some-se a isso, o estado de abandono em que se encontra a cidade, as avenidas esburacadas, a exemplo das ruas João Canuto, Antônio Gomes, Manoel Marinho, Darcílio Wanderley, Cazusa Sátiro, Com. José Raimundo e outras. Prédios públicos abandonados, salas de aulas sem a mínima condição de receber o aluno, além de pessoas carentes que estão tendo que pagar água do próprio bolso porque não votavam a favor da administração passada, como é o caso do senhor que mora no antigo sítio fechado, que a mais de dois anos tenta se cadastrar na prefeitura para receber um pipa, mas sempre que procurava, mandavam que ele fosse para casa, que alguém iria até ele para efetuar o seu cadastro, e assim vencendo o pobre homem pelo cansaço.

Lúcio Cézar

Publicidade