Damião Lucena - 16 de Novembro de 2016 - (10909 já leram)

Conheça a história do Cemitério dos Bexiguentos em Patos

O Cemitério dos Bexiguentos, com matriz na sede e filial em Santa Gertrudes, é um retrato fiel do atraso de nossa medicina no início do Século XX. Uma epidemia de varíola (bexiga), doença de tratamento simples na atualidade, dizimou grande parte da população. Na época, dada a dificuldade de acesso e temor à ciência, os passíveis de contrair o vírus resistiam à vacina do inglês Edward Jenner, naturalista e médico britânico. Os atingidos, por sua vez, considerados leprosos, eram isolados enquanto sucumbiam consolidando a sentença de morte.

A doença infecciosa que devastou comunidades em todo o planeta, caracterizando-se por quadros clínicos severos e contágio através das secreções das vias respiratórias e lesões da pele, no município de Patos foi implacável. Nos registros oficiais de 1905, constam 360 mortes.

A história completa dessa epidemia e do Cemitério dos Bexiguentos está no livro “Patos de Todos os Tempos”, que pode ser encontrado na Distribuidora Nóbrega, Banca Catedral ou via postal. 620 páginas de pura história.

Publicidade